Autor:
António Apolinário Lourenço
ISBN: 978-989-26-1688-9
eISBN: 978-989-26-1689-6
DOI: 10.14195/978-989-26-1689-6
Série:
Documentos
Páginas:
180
Data:
Setembro, 2019
Resumo
Procede-se neste livro ao estudo da receção coeva dos dois primeiros romances de Eça de Queirós, através dos quais se introduziu a estética naturalista em Portugal. Sem pretender estabelecer uma rutura com o realismo balzaquiano, Émile Zola fixou na sua saga dos Rougon-Macquart um conjunto de procedimentos técnico-narrativos, importados da flaubertiana Madame Bovary, que conformariam a poética romanesca prevalecente na Europa até ao final dos anos 80 do século XIX. A adoção precoce por Eça dessas regras (como é o caso da impersonalidade narrativa, da focalização interna da personagem e do discurso indireto livre), primeiro n’O Crime do Padre Amaro e posteriormente n’O Primo Basílio, fazem do escritor português o primeiro romancista naturalista fora do território francês. A reflexão teórica e crítica sobre o movimento naturalista português é acompanhada da reprodução das principais peças publicadas na imprensa portuguesa coeva sobre os referidos romances queirosianos.
Palavras-Chaves
Eça de Queirós, Realismo, Naturalismo, Imprensa Periódica, Receção
REF. INTERNA | 200005138 - PREÇO | 0.00