Cristina Robalo Cordeiro
A modernidade na literatura francesa tem duas figuras tutelares: Baudelaire e Flaubert. Através deles, são definitivamente subvertidas as normas estéticas e morais que regiam o universo clássico e que o romantismo havia, apesar de tudo, preservado. A partir deles, contar uma história deixa de ser um ato simples e direto: a consciência desdobra-se, o romanesco tem vergonha de si próprio, o interdito e a culpa invertem as suas posições. São estes jogos perversos – e sempre perigosos – da escrita novelística que esta obra procura esclarecer. O mal faz a unidade dos dezoito estudos reunidos em três diferentes rubricas: transgressões, crueldades e vertigens, onde é explorado o labirinto da narrativa na sua complexa evolução, de Balzac a Didier Daeninckx.
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1.ª Edição
ISBN: 978-989-26-0050-5
eISBN: 978-989-26-0190-8
DOI: 10.14195/978-989-26-0190-8
Série: Estudos • Humanidades
Páginas: 200
Data: Novembro, 2010
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