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Rituais hermenêuticos

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Maria Luísa Portocarrero

Esta obra aborda a racionalidade hermenêutica de H.-G. Gadamer e o modo como ela lembra ao Ocidente que o modelo calculador do pensar se traduz numa racionalidade de meios que esquece os grandes fins da comunidade humana. O desejo sem fim próprio da sociedade de produção, criada pela racionalidade moderna, eleva hoje à condição de único projeto humano a ideia de um consumo cada vez mais desenfreado, que esquece os elos da solidariedade, da proximidade e da esperança. Não há novidades neste modo de pensar nem uma afinidade com o mistério, com a surpresa ou o espanto. Ora, os grandes problemas de hoje são justamente a ausência de sentido, o significado do que somos e fazemos, em suma o sentido da nossa vida. A aposta de Gadamer visa levar o sujeito a desprender-se do paradigma do Cogito individualista, em ordem a poder aprender a não ter sempre razão. Na nossa sociedade pluralista caraterizada pela ausência de consenso e de convicções fortes, surge uma oportunidade inédita de reinterpretação da tradição, nomeadamente, no seu potencial recalcado, não utilizado. Ao manipular, modificar ou estabelecer novas regras, operamos racionalmente a partir do já regrado. Esta é a nossa autonomia.

1.ª Edição
ISBN:
978-989-26-1535-6
eISBN: 978-989-26-1536-3
DOI: 10.14195/978-989-26-1536-3
Série: Ideia
Páginas: 310
Data: agosto, 2018

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